Uma mulher de nacionalidade russa ficou infiltrada durante anos como espiã na base da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em Nápoles, na Itália, segundo publicaram na última sexta-feira (26) o jornal La Repubblica e a revista Der Spiegel, após uma apuração jornalística que durou mais de dez meses.
A investigação, que também teve a participação dos veículos Bellingcat e The Insider, descreve a espiã como uma mulher de aproximadamente 30 anos, “cosmopolita e segura de si mesma, que fala seis idiomas”.
De acordo com as informações divulgadas, ela conseguiu entrar nos círculos de influência social de Nápoles, dos funcionários da base da Otan e da Sexta Frota da Marinha dos Estados Unidos.
O passaporte russo com que ela conseguiu entrar na Itália pertence à mesma série utilizada pelas espiãs do serviço secreto militar russo, ainda segundo a apuração jornalística.


