A Copa do Mundo de 2026 começa no dia 11 de junho e marcará uma edição histórica do principal torneio do futebol mundial. Organizada pela Fifa, a competição será disputada pela primeira vez em três países-sede — Estados Unidos, México e Canadá — e contará com 48 seleções, o maior número da história do Mundial. A final está marcada para o dia 19 de julho, no Estádio MetLife, em New Jersey, nos Estados Unidos.
A abertura do torneio será no Estádio Azteca, na Cidade do México, com o duelo entre , repetindo o confronto que abriu a Copa do Mundo de 2010.
Grupos da Copa do Mundo de 2026
O sorteio definiu as 48 seleções em 12 grupos com quatro equipes cada. Veja a composição:
Grupo A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Repescagem Europa D
Grupo B: Canadá, Repescagem Europa A, Catar e Suíça
Grupo C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia
Grupo D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Repescagem Europa C
Grupo E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador
Grupo F: Holanda, Japão, Repescagem Europa B e Tunísia
Grupo G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia
Grupo H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai
Grupo I: França, Senegal, Repescagem Intercontinental 2 e Noruega
Grupo J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia
Grupo K: Portugal, Repescagem Intercontinental 1, Uzbequistão e Colômbia
Grupo L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá
A fase de grupos terá 72 partidas em apenas 17 dias, o que exige maior profundidade de elenco e planejamento físico das seleções.
Repescagens definem últimas vagas para o mundial
O Mundial sediado por Canadá, México e Estados Unidos já conta com 42 seleções classificadas. Restam seis vagas em disputa, que serão definidas por meio das repescagens internacionais, programadas para acontecer entre os dias 26 e 31 de março.
Das vagas restantes, quatro serão destinadas à Europa, por meio da repescagem europeia, enquanto as outras duas sairão da repescagem mundial, que reúne seleções de diferentes confederações.
Na disputa europeia estão: País de Gales, Bósnia, Polônia, Albânia, Eslováquia, Kosovo, República Tcheca, Irlanda, Itália, Irlanda do Norte, Ucrânia, Suécia, Turquia, Romênia, Dinamarca e Macedônia do Norte.
Na disputa intercontinental estão Bolívia, Congo, Jamaica, Iraque, Nova Caledônia e Suriname, que brigam pelas últimas vagas no torneio.
Novo formato amplia desafios logísticos
A Copa do Mundo de 2026 terá um formato inédito, com 12 grupos e avanço dos dois primeiros colocados de cada chave, além dos oito melhores terceiros, para a fase de 16-avos de final. Com isso, o campeão poderá disputar até oito jogos, um a mais em relação às edições anteriores.
O torneio será realizado em 16 cidades-sede, espalhadas pelos três países, o que impõe desafios logísticos relevantes. Longos deslocamentos, fusos horários diferentes e variações climáticas — como calor intenso em algumas sedes dos Estados Unidos e do México e clima mais ameno no Canadá — devem impactar diretamente o desempenho das equipes.
Favoritos ao título da Copa do Mundo de 2026
Entre os favoritos ao título, as seleções europeias seguem em destaque. França e Espanha aparecem entre as principais candidatas, combinando elencos profundos, gerações talentosas e experiência recente em grandes torneios.
Na América do Sul, Brasil e Argentina mantêm o protagonismo. O Brasil inicia um novo ciclo, com renovação parcial do elenco e foco em jovens jogadores, enquanto a Argentina tenta defender o título conquistado em 2022, agora com um grupo mais equilibrado.
Seleções como Alemanha e Holanda surgem como candidatas a surpreender, enquanto equipes emergentes ganham atenção. Marrocos, semifinalista da Copa de 2022, volta ao Mundial com organização tática consolidada e histórico recente positivo contra seleções tradicionais.
Estrelas em evidência no Mundial
No cenário individual, a Copa do Mundo de 2026 deve consolidar novos protagonistas.
Kylian Mbappé chega como uma das principais estrelas do futebol mundial. O artilheiro da seleção da França vem de uma temporada inspirada no Real Madrid, marcando 36 gols pelo time merengue.
Erling Haaland, liderando a Noruega, aparece como um dos grandes nomes ofensivos do torneio. O centroavante do Manchester City fez 26 gols na temporada pelo clube e pode se tornar uma arma poderosa para que a Noruega surpreenda alguns gigantes do futebol mundial durante o torneio.
Pelo Brasil, o protagonismo é um pouco diferente, não existe um consenso em quem será o principal jogador do torneio. Mesmo com Vinícius Júnior sendo o “maior nome” da seleção, o desempenho do ponta não impressiona na Seleção Brasileira. Por isso, outros nomes começam a ganhar força entre os torcedores da “amarelinha”.
Raphinha, do Barcelona, é um dos nomes de maior destaque no futebol mundial. O atacante é um dos pilares do time culé, tendo papel fundamental na reconstrução dos catalães. Outro nome que desperta interesse é o jovem Estêvão, que vem acumulando atuações geniais pelo Chelsea, na Inglaterra, além de já ser o artilheiro da Seleção Brasileira na “Era Ancelotti”.
Fator casa e impacto das viagens
Estados Unidos, México e Canadá podem se beneficiar do fator casa, especialmente nas fases iniciais. O apoio da torcida, a familiaridade com o ambiente e a adaptação ao clima são considerados diferenciais importantes.
Além disso, estudos e modelos de probabilidade indicam que viagens longas e desgaste físico terão peso significativo no desempenho das seleções, tornando a preparação logística tão estratégica quanto o planejamento tático.


